Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
Terça-feira, 20 de Maio de 2008
...
Quanto tempo esperas pelo amor? Talvez o tempo dito como incerto, meros anos, dias, minutos. Mas esta relatividade impõe esperar. Acto feito impacientemente, por vezes de forma frustrada, ou puramente…esperando que aconteça. O sonho de uma menina/mulher, um vestido que exalte as suas formas, que invoque a perfeição, que indique o momento preciso. Uma cadeira onde sentada espera, um vestido por vestir, se é que alguma vez esse acto se torna real.
Terça-feira, 8 de Abril de 2008
para ti R
A noite torna-se algo insólito. Imagens que invadem o pensamento e bloqueiam todo o nosso qualquer desempenho externo. A noite. Torna-se horrível, insuportável, doentia. Porque existe ela agora? Pediria dias sem fim até voltar a ordenar tudo o que fui. Não olhando para trás, mas simplesmente avançando sem pensar. Os ponteiros do relógio marcam 3h da manha e a passagem para o mundo dos sonhos que fora tão adorado não acontece. Raiva, insegurança, estupidez, por gostar. Mais meia hora que passou e o local é o mesmo, os cenários maravilhosos e cheios de harmonia não me encontram. Deslocada neste momento, isso sim, tento deixar de pensar, mas não funciona. Vou ver um filme para adormecer…
Um horrendo som invade a minha cabeça, os olhos não querem abrir, mas é a sua obrigação. Delicioso sonho, mas o retorno ao real torna-o triste, por estas poucas horas de profundo encontro com o que se deseja não serem simplesmente reais.
O espelho observa-me e o seu reflexo faz-me duvidar de quem realmente sou, afinal o que quero? Viver num eterno mundo dos sonhos? Sim! Mas é impossível esta opção, logo os movimentos ensonados levam-me ao banho..Agora começo a acordar.
Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008
miamemoire
Depois de uma longa tarde a coleccionar imagens deduzi que fosse precioso tentar tirar uma conclusão, que explicito como não conseguida.
Será que a esquizofrenia é de tão modo louca que nos envolva em situações não existentes? Um personagem que se envolve em distintas cenas, que delas tira partido e tenta encontrar uma ligação, é bom e mau. Transtornado, resume-se a um mero escravo de uma voz que ocupa a sua mente, essa que evoca episódios absurdos no desenrolar de acontecimentos. Essa mesma voz tem uma imagem, talvez a nossa própria imagem, a marcante da nossa infância.
Trajectos percorridos em seguimento de ordens, talvez como forma de agradecimento, sem saber o seu porquê. Incondicionalmente uma voz que teve uma função, de salvar a nossa vida. Deliberados actos constaram ao seu prosseguimento.
Loucura, real, imaginário, de que se pode isto tratar? O corpo obedece à voz, não ao espírito de quem escuta. A mente tenta solucionar este enigma que a cada minuto que passa se converte num enorme momento. “EU ESTOU LOUCO” confirma, mas alguém próximo mostra desdém à afirmação feita.
Episódios marcantes demarcam o desenvolver do conteúdo de experiência de servidão da Voz, uma morte não pensada elevou os mais belos sentimentos, com ela a junção de todas as peças anteriores. Uma máquina do tempo, voltar!!!
Se os desejos podem ser concedidos, por vezes a nossa mente imagina mais, para além do real, atinge o inesperado. Tudo não passou de uma só cena, mas sim de um retorno ao tempo de começo, onde infelizmente tudo acaba. Todo o recheio é APAGADO.
Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
DO THE RIGHT THING!
Energicamente um corpo versátil e delicado em movimento, uma mulher dança. Encarna a letra com expressões faciais correspondentes, e o corpo move consoante o ritmo “FIGHT THE POWER”.
Acordem! Assim soa a voz da rádio “We Love”, a melhor voz da cidade. “A última na sintonização, mas a primeira no coração”. “E a previsão para hoje é quente. A cor de hoje é preto!”, são os relatos que passam ao despertar.
Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
SUBITAMENTE…
Deparo-me com palavras evocadas por acontecimentos que confundem a alma. O concreto do seu som cada vez se sente mais longínquo.
Distante momento, contrariando o que uma vez pertenceu, aliás, se é que não foi a pura imaginação que o tornou real. Um copo de vinho e uma demente diante dele. O acaso torna o momento único, a ti confesso que sentir é o que nos torna reais e tão próximos do que pretendemos. No entanto, os ponteiros do relógio evocam partidas inesperadas e por vezes provocadas. Concreto ou não, terá uma explicação científica ou absurda que o meu ser não pode explicar. Mas desde criança aprendi que “tudo acontece por alguma razão”, será ela o destino?...
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