quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

DO THE RIGHT THING!

Energicamente um corpo versátil e delicado em movimento, uma mulher dança. Encarna a letra com expressões faciais correspondentes, e o corpo move consoante o ritmo “FIGHT THE POWER”. Acordem! Assim soa a voz da rádio “We Love”, a melhor voz da cidade. “A última na sintonização, mas a primeira no coração”. “E a previsão para hoje é quente. A cor de hoje é preto!”, são os relatos que passam ao despertar.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

SUBITAMENTE…

Deparo-me com palavras evocadas por acontecimentos que confundem a alma. O concreto do seu som cada vez se sente mais longínquo.
Distante momento, contrariando o que uma vez pertenceu, aliás, se é que não foi a pura imaginação que o tornou real. Um copo de vinho e uma demente diante dele. O acaso torna o momento único, a ti confesso que sentir é o que nos torna reais e tão próximos do que pretendemos. No entanto, os ponteiros do relógio evocam partidas inesperadas e por vezes provocadas. Concreto ou não, terá uma explicação científica ou absurda que o meu ser não pode explicar. Mas desde criança aprendi que “tudo acontece por alguma razão”, será ela o destino?...

A VIAGEM

Uma corrida, hora marcada, o igual percurso diário até chegar ao destino. O tempo, esse maldito! Todos os minutos estão contados como decisivos, podendo fazer perder mais tempo ainda. O caminho que leva diversos mundos para debaixo do solo, a fim de longas ou curtas viagens. Descendo as intermináveis e habituais escadas é possível ter um tempo para sentar, ou apenas a falta do mesmo que torna a exaltação da chegada pontual, um efémero despertar cardíaco. Movimento é algo presente, pode ser registado no interior do espaço que nos levará ao espaço a investigar. Calma e agitação, factores simultâneos, uma espécie de dança, um ritual talvez, repetição existe, mas como improviso diário. Observando olhares, encontra-se a saturação, o hábito e a novidade.
O transporte espera-nos,no seu interior podemos entrar no mundo da leitura para conseguir a abstracção completa do espaço que a envolve, entra porém na história contada pelo bloco de folhas que encontra nas mãos. Realiza as suas fantasias perante a obra que lê. Ou somos meros bonecos adormecidos que aproveitamos o pouco tempo de viagem para sonhar. E rever nos sonhos as nossas ansiedades, desejos e medos. Lutas contra dragões, ser um herói, uma princesa, ser algo sem ser o que somos na realidade. Fugir do mundo real e sonhar. Achando que a realidade do ter os olhos abertos e observar vai constar de um filme diário. Com a mesma duração, com experiências visuais anteriores, visto ser o mesmo local, em diferentes dias mas provavelmente à mesma hora. Parecendo o ser estar dentro de uma curta-metragem, em que o que modifica neste pequeno filme, são as caras de quem entra e sai do que o transporta. Acaba por ser visto como elemento desfigurando a realidade, porque a vida não se passa ali, mas sim no exterior, o movimento, as imagens que passam ou não, os meros segundos de luz que obtemos.